5 de julho de 2010

Apostei errado

Tempos atrás escrevi aqui que apostava no hexacampeonato mundial do Brasil. Obviamente, perdi, apostei errado. De qualquer forma, acho que a seleção perdeu em uma situação normal de jogo: tomou um gol, se assustou, tomou o segundo, se desequilibrou totalmente. E não adianta a Globo fazer todo esse quiprocó que tem feito, essa mesma situação já aconteceu com diversos times - seleções ou clubes (a Holanda, em 1974 perdeu a copa para a Alemanha por puro desequilíbrio; o Santos, em 2003 perdeu a Libertadores para o Boca também pelo mesmo motivo).
Claro, cada jogo tem sua circunstância, mas o que houve com o Brasil não foi nada alienígena. A Holanda caiu demais durante o jogo, fez teatro, encheu o saco; o juíz era um chato também, paralisações muito longas, explicações demais - e isso irrita qualquer um. Júlio César foi socar a bola, errou; Juan foi jogar pra lateral, jogou pra escanteio e tomamos o segundo gol; Kaká não fez nada; Luis Fabiano ficou no hotel. Infelizmente, tudo isso acontece com qualquer time, todos estão sujeitos.
O Brasil já saiu de copas em situações piores: em 66 não passou da primeira fase; em 2006, nem tentou reagir. Já tivemos seleções piores: em 90, um time fraco, em 86, uma seleção sem sal.
O que é realmente lamentável é o tanto de gente que muda de opinião só porque o time perdeu. Agora, a culpa é do Dunga, o Ganso (recém-operado, diga-se) deveria ter ido mesmo e o nervosismo do banco de reservas passou para o campo e por isso ninguém reagiu. Tem gente que não sabe pensar mesmo, não sabe ver o jogo nem ler uma situação com os próprios olhos, uma pena.

1 de julho de 2010

Números


Sempre que posso, escolho números ímpares. Em qualquer situação, se há uma escolha, a primeira coisa que olho é se o número é par ou ímpar. Inexplicável. E isso é assim desde sempre.
Nas disputas de par ou ímpar, sempre escolhia ímpar e sempre jogava algum número ímpar, de preferência mostrava os cinco dedos. Camisa de time, colete pra jogar na escola, preferência pelo 7 ou pelo 11. (nada de número 1, mas nesse caso é porque  o 1 vai no gol). Horário? Sempre alguma coisa com 15, tipo, 10:15h, 11:15h. Na vedade, aqui há uma ressalva: gosto do 0, também por algum moivo desconhecido, portando 09:30h, 12:10h, 08:50h são horários interessantes, assim como os próprios números 10, 20, 30, e assim por diante.
Às vezes o número 4 me causa alguma simpatia, mas só ás vezes. Por consequência, de vez em quando acho o 8 legal, já que é 4 + 4, assim como o 2 soa bacana, já que é metade de 4.
Talvez a implicância mesmo seja com o 6, completamente sem graça. Sei lá, me parece deslocado. É, acho que, afinal, essa é a conclusão deste post sem muito nexo: se prefiro os ímpares - 1, 3, 5, 7 e 9, gosto do 0 e simpatizo com 2, 4 e 8, sobra o 6, que não me representa absolutamente nada.

Imagem retirada de: http://flammarion.files.wordpress.com/2008/07/numeros.jpg

24 de junho de 2010

Lembranças das copas - 2006

Ao contrário do intervalo entre as copas de 98 e 2002, o período entre 2002 e 2006 foi pra lá de tranquilo para a seleção brasileira e sua torcida. Todos os tumultos, desorganizações e críticas que ocorreram antes do penta foram praticamente extintos depois do título mundial. Os adversário voltaram a respeitar a seleção como esta merece e o Brasil parou de perder jogos para times medianos, além de ganhar de maneira convincente diveras competições - a melor delas, a Copa das Confederações, com um fenomenal 4 x 1 nos hermanos fregueses. Com todo esse contexto de sucesso, o Brasil chegou à Alemanha como favoritíssimo ao hexa. Eis o problema. Muita farra, poucos treinos, muita máscara, pouco futebol, muita certeza, pouca concentração. Resultado: 1 x 0 pra França nas quartas, com Zinedine Zidane mostrando porque foi um dos melhores jogadores da história. Vexame dado, e sem muitos esclarecimentos até hoje, diga-se. Lamentável. Bom, vamos aos momentos dos quais me recordo:

- Voltei a fazer o álbum da copa depois de 94.
- Movimentação intensa na reitoria devido ao álbum, muito legal.
- Deboches sobre a Argentina ter sido eliminada nas quartas, um dia antes do jogo do Brasil contra a França, total fail.
- Ronaldão, gordão, quase morrendo pra marcar contra Gana. De uma corrida do meio campo até a área e quase caiu morto depois de fazer o gol.
- Uma loirona com todo jeito de santa invadindo o treino do Brasil e pulando em cima do Ronaldinho Gaúcho, com a tv achando lindo.
- Semanas antes da estreia do Brasil, reportagem perguntava na rua como a seleção seria chamada caso fosse campeã. Grande maioria não pronunciava "hexa" direito.
- Brasil eliminado, jogo acabou por volta das 17:30h, saio de casa, passo na frente de um restaurante e está montada uma recepção de casamento. Pensa: alguém marcou casório durante o jogo. Climão de velório total!

17 de junho de 2010

Lembranças das copas - 2002

Depois da catástrofe de 1998, a seleção brasileira passou um dos seus maiores infernos, entre o segundo semestre de 1998 e o início da copa de 2002. Era um bombardeio constante, por todos os lados, associado a um futebol muitas vezes horroroso. Teve chuva de bandeiras no Morumbi, trocas de técnicos, jogadores que deveriam ter sido convocados e não foram, jogadores que não deveriam ter sido convocados e foram, enfim, de tudo um pouco. No meio disso tudo, Ronaldo se machucou feio e ficou fora por anos, os cariocas exigiam Romário de volta à seleção (já em ritmo de aposentadoria) e Ronaldinho Gaúcho surgiu para o mundo na Copa América de 99 - vencida pelo Brasil, diga-se. Eis que chegou o mundial, disputado na Coréia e no Japão e o otimismo para o penta era bem mais ou menos, até que a coisa engrenou.

- A festa no cursinho com o gol de Senegal sobre a França. Pessoas saíram da sala, gritaram nos corredores, professores pararam aulas, enfim, foi espetacular! A comemoração começou na cantina com o povo que estava matando aula e quando o povo que estava em aula ouviu, virou uma Sbórnia. Lindo!
- A Argentina caindo fora na primeira fase, os jogadores chorando deitados no campo e a festa na Rua 24 horas logo de manhã.
- A luz aqui de casa ter acabado aos 2 minutos do segundo tempo do jogo de estréia do Brasil e o gol de empate ter saído aos 4. Quando eu e meu pai ouvimos o povo gritando lá no salão de festas do condomínio, corremos pra lá.
- Eu gritando "se fodeu Chinaaaaaaaa" na rua, e um japa me xingar porque não era chinês, depois que o Brasil ganhou de 4 a 0 da China.
- Povo vendo os jogos na madrugada e rolando alguns buzinaços.
- Um colega de infância jurando que ia cortar o cabelo igual do Ronaldo depois da copa, e nada, até hoje.
- O babaca inútil do Arnaldo César Coelho dando pitaco pra tirar o Ronaldo no intervalo do jogo contra a Turquia, ele fazendo o gol da vitória e todos os comentaristas zuando muito o cara ao vivo.
- Um debate efusivo na porta do cursinho sobre o quão roubado foi o jogo em que a Coréia do Sul eliminou a Itália.
- Todas as buzinas do mundo tocando num domingo de manhã, quando o Brasil foi penta.

12 de junho de 2010

Lembranças das copas - 1998

Em 98 todos tinhamos uma expectativa enorme pela conquista do pentacampeonato, e isso era muito justificável: depois do tetra em 94 com uma seleção retranqueira levada nas costas por Romário, a geração de 98 tinha uma qualidade bem superior: Ronaldo, ainda Ronaldinho, detonava na Europa, Bebeto era nome consagrado depois do tetra, Cafu estava mais maduro e ia para seu segundo mundial, Taffarel estava ainda mais experiente, Roberto Carlos firmava-se como lateral esquerdo absoluto. Ainda tínhamos Denilson como grande promessa, depois de ter sido a maior venda do futebol brasileiro em 97, assim como Edmundo acabara de ganhar um campeonato brasileiro com um pé nas costas como maior artilheiro de uma só edição. Enfim, elementos não faltavam para que tudo corresse bem e o penta viesse para cá. Aliás, não era bem uma expectativa, era praticamente uma certeza. Bom, o final já é bem conhecido e vamos às memórias deste que vos escreve:

- "Estreamos com o Cafú induzindo um zagueiro a fazer gol contra, essa copa vai ser foda". Meu tio, profetizando sem querer, e sofrendo vários deboches, depois da vitória de estréia com a Escócia.
- Dois vizinhos quase saindo na porrada depois da derrota para a Noruega no último jogo primeira fase. Um, puto da cara pela derrota, o outro, torcedor reclamão que dizia que "se fosse a Argentina, a Norurga não tinha ganho.."
- PORRA, CHUTA A MÃE TURCO FDP! - frase que veio da casa de um vizinho quando Ronaldo levou uma solada na coxa de um jogador do MARROCOS.
- Minha turma vaiando em alto e bom som um professor que disse que o Brasil perderia para o Chile nas oitavas.
- Brasil x Holanda.
- Ter torcido com todaa vontade do mundo pelo Paraguai contra a França nas oitavas (como todo mundo que tava vendo o jogo) e ter lamentado a derrota paraguaia.
- O clima de festa pré-final, teve até um churras com os amigos.
- A quantidade de notícias confusas antes da final. Edmundo ia jogar, depois Ronaldo estava escalado e ninguém sabia porra nanhum do que estava acontecendo.
- O clima de velório pós-final.
- Os mesmos dois vizinhos quase brigando, de novo, pós 3 x 0 França.
- Voltar às aulas e o assunto copa do mundo não ter sido mencionado.

10 de junho de 2010

Lembranças das copas - 1994

A Carol (http://caroleculture.blogspot.com/) fez um post bem legal: top 5 - lembranças de Copas do Mundo. Achei tão legal que resolvi copiar. Bom, pelo menos dei o crédito. Vou copiar, mas com uma mudança: já que sou péssimo em fazer listas pequenas, vou listar o que aparecer na minha mente. Aliás, acho que vou fazer isso por copas. Começando, então, com 1994, que que em 90 eu só tinha 5 anos e minha única lembrança é o gol da Argentina que mandou o Brasil embora - e nem sei se isso é lembrança mesmo ou coisa construída na cabeça de criança:

- Meu pai falando "porra, cheirou pouco hoje", quando o Maradona quase engoliu a câmera no Argentina x Grécia, quando o mesmo foi pego no anti-dopping.
- Ter torcido muito pela Bulgária, principalmente porque quase o time inteiro tinha um nome que acabava em "ov" (tipo Kostadinov, Iordanov, Stoitchokov, Balakov) e tinha o artilheiro da copa, e ter ficado triste quando perdeu pra Itália na semifinal.
- "É TETRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" do mala do Galvão quando Baggio sumiu com a bola na final.
- Leonardo, sua cotovelada mortal e um sonoro PUTA MERDA de alguém (uma mulher na verdade, não me recordo quem) que estava vendo o jogo no mesmo recinto que eu.
- Brasil x Holanda.
- Todos os gols do Romário em 94, seguidos da narração RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRomááááááário!
- O goleiro comédia da Suécia fazendo gracinha quando o Brasil perdeu um gol dentro da pequena área.
- Meu primo falando "tá, esse até a vó pegava", se referindo a um dos pênaltis que o Taffarel pegou na final, e minha vó, tacanha, respondendo "eu pegava o que?"
- Eu e um vizinho correndo em círculos, que nem dois retardados, na quadra do condomínio com bandeiras na mão, depois que acabou a final e ninguém tinha saido ainda.
- A comemoração com os amigos, com bombinhas, rojões, fogos, buscapés e qualquer coisa que explodisse. Eu era o mais novo viu, tinha gente de quase 20 soltando bombas.

31 de maio de 2010

Tudo parado

A inspiração anda fraca por aqui. Normalmente eu tenho um tema, uma ideia, um acontecimento para explorar aqui, mas nos últimos dias, nada. Talvez pela quantidade de coisas mais urgente, digamos, que ocupam minha cabeça nos últimos dias. 
Preciso terminar algum dos livros que comecei, daí as ideias voltam. Também posso ver um bom filme, que seja inspirador. Também preciso do feriado, esse sim, revigorante.

Hoje, ao som de The Clash - I fought the law, genial: http://www.youtube.com/watch?v=16u0wwCfoJ4

27 de maio de 2010

House

A sexta temporada de House acabou na semana retrasada, debaixo de severas críticas por parte de muitos fãs. Essa situação foi um pouco amenizada pelo episódio final, mas quando se fala de um balanço geral, digamos assim, dessa última temporada, existem mais críticas do que elogios.
Quem acompanha a série desde o início, acostumou-se com um personagem que praticamente não mudou nas três primeiras temporadas. Nem o personagem, nem as situações. Caso você resolva fazer uma maratona e assistir direto essas três, dará muitas risadas, mas ficará cansado. Apesar do humor negro e das demais características do personagem estarem muito afiadas, 90% dessas temporadas resumem-se a resolução de casos de maneira quase inexplicável pelo médico, junto com insultos, deboches e remédios. No meio disso tudo, um ou outro episódio que explore a vida dos médicos ou do prórpio House. De uma maneira bem inteligente, os roteiristas sempre deixaram esses episódios para o final da temporada, e funcionava.
Quando a terceira temporada acabou, deu-se a primeira grande mudança, muito bem arquitetada. A quarta foi diferente, centrada na escolha de uma nova equipe médica, mas sem que os personagens da antiga fossem retirados do seriado. Essa temporada foi mais curta por causa da greve dos roteiristas e teve um final hiper comovente.
A quinta começou e terminou de maneira brilhante, mesmo. Acho que foi uma temporada perfeita. Por isso mesmo, esperava-se demais da sexta, que começou exatamente como os fãns imaginavam, com um episódio inicial duplo, espetacular. Porém, com o passar dos episódios, conduziram a trama por um sentido de "redenção" do personagem, uma busca por mudança de atitudes e da própria personalidade do House. 
Esse foi o ponto de discórdia, a raiz do problema. Muita gente detestou isso e, realmente, em alguns momentos essa nova situação ficou muito chata, como se a série estivesse descaracterizada. Em alguns outros episódios, por outro lado, montavam situações "à moda antiga". Enfim, essa indefinição de caminhos prejudicou o rumo da sexta temporada. Ao meu ver, os 4 ou cinco primeiros episódios foram muito bons, mesmo, seguidos de uns 10 indefinidos e pouco empolgantes e os últimos 6 ou 7 melhoraram. Pela primeira vez, uma temporada teve um final feliz, o que agradou muita gente e me desagradou um pouco. Entretanto, pensando bem, se tivesse acabado de maneira triste, cairia no mal da repetição, então foi uma boa escolha.
Enfim, acho que o seriado tem todo o crédito do mundo e aposto que a sétima será ótima, no mesmo nível, ou melhor do que foi a quinta. É esperar pra ver.

26 de maio de 2010

Sobre LOST, seu final e as reclamações dos telespectadores

Muitas pessoas no mundo tem problema de falta de atenção, dificuldade de concentração, precisa se esforçar para compreender certas relações, enfim, dificuldades mil. Só não entendo como alguém consegue ser tão lerdo das ideias por seis anos seguidos. É o caso de milhares, talvez milhões, de telespectadores do Lost, infelizmente.
Todo mundo tem o direito de não gostar do final da série, de dizer que algumas coisas ficaram sem explicação, que alguns elementos poderiam ter tido mais destaque, enfim, qualquer crítica nesse sentido. Não sei porque, boa parte das críticas que saíram por aí demonstram que as pessoas NÃO ENTENDERAM a proposta do seriado. Aí, das duas uma: ou é meio leso da cabeça mesmo, ou não acompanhou as seis temporadas. A particularidade do Lost é justamente um episódio depender do outro, tudo estar conectado, direta ou indiretamente. Se você não viu uma temporada, danou-se.

Bom, vamos ao que me recordo de ter visto ou sentido falta:

1) Achei que deveriam ter explicado melhor a sabedoria da Eloise. Ela sabia demais, o tempo todo, e não foi bem dito exatamente como. Isso nem era fundamental para a história, mas acho que poderia ter sido mostrado.
2) Podiam ter explicado um pouco melhor o motivo do irmão do Jacob ter assumido a forma de uma fumaça preta quando caiu na caverna. Tipo, o motivo daquela forma especificamente, o porque dele não atravessar cinzas ou a água. Também não era fundamental, mas podiam ter dito.
3) Podiam ter explicado como o homem fumaça foi parar no cargueiro quando o Michael morre, isso acho que ficou falho. Deviam ter uma determinada ideia que ficou pelo caminho e resolveram ignorar.
4) Ponto fundamental: a ilha não era o purgatório e eles não estavam mortos. Tudo aconteceu, foi real. Ponto final, faltou prestar atenção mesmo.
5) Os números eram relacionados aos candidatos, apenas isso. Quando Jacob fez sua lista, atribuiu um número para cada sujeito. Pronto. O fato deles aparecerem tanto na primeira temporada e serem a combinação da escotilha foi só um meio que os roteiristas acharam para explorá-los e despertar a curiosidade do público, nada mais (e nada de equações sobre o fim do mundo).
6) A cabana era usada pelo homem de preto. Ponto. Foi ele quem disse "help me" para o Locke na terceira temporada. Foi ele quem Hugo viu, no começo da quarta. Isso fica meio óbvio quando a Ilana vai lá com sua trupe e concluem que o local não era mais usado por Jacob. Quando Cristian fala pro Locke que ele deve mover a ilha, obviamente era o homem de preto mentindo.
7) A Dharma e os egipcios que construiram o templo e a estátua na qual Jacob morava foram trazidos à ilha, ou pelo próprio Jacob ou por algum acidente. Passaram um tempo na ilha (sabe-se lá quanto) e foram embora, ou morreram. Isso fica subentendido pelo contexto da série. Provavelmente os egipcios criaram os desenhos que retratavam o homem fumaça nos templos porque ele devia "assombrá-los", como fez com todos os que viveram na ilha.
8) Walt e Aaron saíram da ilha. Simples assim, ponto final.
9) Os ursos polares foram levados pela Dharma e o que estava no deserto foi posto no túnel/poço/estação Orquídea para mover a roda, como experiência. O resultado exato ninguém sabe e nem é relevante.
10) Quando o Cristian diz ao Jack, no final do último episódio "não existe 'quando' aqui", ele se referiu à passagem de tempo naquele mundo paralelo (e esse sim talvez possa ser chamado de purgatório). Não se sabe quando Kate, Claire, Sawyer e Lapidus morreram, pode ter sido 50 anos depois de ter saído da ilha. Assim como não se sabe por quanto tempo Hurley e Ben ficaram na ilha (e nem tem como medir o tempo direito lá), pode ter sido por séculos. A ideia final é que a queda do avião e tudo que passaram na ilha foi o momento mais importante da vida de cada um por isso sua passagem para o outro mundo deveria ter sido feita com todos juntos.
11) Os seriados tem contratempos. Salvo engano, os atores que interpretavam Libby e o Mr. Eco tiveram problemas de relacionamento, ou com o salário, e foram desligados da série. Ninguém contava com isso e com a saída deles ficou mesmo um buraco que tiveram que dar um jeito de tapar. Nesses casos, a trama sofre um abalo e pode ficar com um furo mesmo, nada culpa dos roteiristas.

Bom, ficou enorme, mas era isso. Pelo menos, eu disse =D
No próximo, vou comentar o House, que concluiu sua sexta temporada.

24 de maio de 2010

LOST

E domingo, ontem, acabou, de uma vez por todas, a série mais interessante de todos os tempos.
Não faz muito tempo que comecei a acompanhar seriados, e nem fazia tanto tempo que eu via Lost. Comecei a ver em janeiro de 2009 e, por ser muito boa e por eu seria patologicamente curioso, não parei mais. Como todos, levantei hipóteses, elaborei teorias, pensei em possibilidades e, como todos, eu estava sempre errado (mas algumas vezes cheguei bem perto!).
De qualquer forma, o final não deixou a desejar. Claro, podiam ter elementos a mais, situações que não foram explicitadas, enfim, acho que faz parte da ideia dos caras que pensaram a série. De qualquer forma, amarraram tudo, conseguiram fazer surpresas e conseguiram, de novo, cenas extremamente emocionantes. 
Quem viu ao longo dos seis anos deve sentir-se recompensado com o final. Quem viu como eu, quatro temporadas em um mês e acompanhou de perto das duas últimas, também. Não acho que tenham se perdido e acho que foram brilhantes. Desde sempre envolveram as pessoas, incitaram a curiosidade, despertaram raivas, foram engraçados, enfim, souberam a dose certa de cada elemento.
Muito bom! Vale a pena ter as seis temporadas em casa e rever e rever e rever...

20 de maio de 2010

Cara nova!

Vejam só como o visual aqui mudou. Bem melhor né? Todo o mérito é de uma aluna chamada Bárbara, que entrou neste blog e achou o layout ruim. Enfim, realmente estava, mas como não tenho nenhum talento para montar meu próprio layout e aquele havia sido o que eu mais tinha simpatizado, nem estava preocupado em deixar o blog mais bonito.
Eis que ela viu, chamou minha atenção via Twitter e eu disse que o layout só mudaria se ela fizesse um novo. Nem tinha acreditado que ela se disponibilizaria a fazer isso, afinal, já tem tarefas suficientes. e deve passar o tempo fazendo qualquer outa coisa que não montar layout para professores. Para minha surpresa, ela disse que faria e apenas pediu um tema. Ocorreu-me que deveria ser algo relacionado ao rock dos anos 50, 60, talvez 70, e deixei o resto por conta da criatividade.
O resultado está aí, muito muito bom. Gostei muito, mesmo. Muito obrigado Bárbara!
Quem quiser acompanhar um pouco das ideias desta queridíssima e genial (mesmo!) pessoa, minha aluna, acesse a página dela no twitter - www.twittter.com/Babith 

Nota: tem gente que é tão legal (e merece tantos elogios), mesmo, que quando vira ex-aluno(a) continua a ser chamado de aluno(a). Sei lá, não dá vontade de largar, de deixar ir embora.